sábado, 11 de junho de 2011

Projeto Meio Ambiente

Planejamento de Aula – Atividade 5


1. Dados de Identificação:
Instituição: CAPEB II
Cursista Professora Raquel R. Emerim
Aluna atendida: Maria Eduarda
Site: http://www2.uol.com.br/ecokids/
Atividade do site: Ecossistema global (textos sobre o meio ambiente) e Eco jogos (jogo da memória, labirinto e jogo dos sete erros).
Período de desenvolvimento da atividade: 2 horas
2. Características sensório-cognitivas exigidas para a realização da atividade: compreensão de texto e raciocínio lógico
3. Habilidade a ser desenvolvida:
Compreensão, atenção e motricidade fina
4. Objetivos:
- Desenvolver a atenção e o raciocínio lógico;
- Interpretar os textos;
- Desenvolver as habilidades motoras.
5. Conteúdo:
Tema: Meio ambiente
6. Desenvolvimento da atividade:
Através da atividade” Ecossistema global” será aplicado os seguintes textos:
1) COMO FUNCIONA O NOSSO MEIO AMBIENTE;
2) COMO CAUSAMOS O DESEQUILÍBRIO AMBIENTAL.
Jogo da memória, Labirinto e Sete erros.
7. Recursos de apoio:
As atividades on-lines do site e o software Dosvox .
8. Estratégias de acompanhamento da atividade:
As atividades serão aplicadas com o acompanhamento da professora que deverá explicar cada parte das atividades, dando todo o apoio que o aluno necessitar na realização das tarefas destas, sempre incentivando.
No primeiro momento, será feita a leitura individual e silenciosa pelo aluno dos dois textos selecionados no site, citados anteriormente, e logo a professora irá ler oralmente o texto e através de conversa informal discutiram e trocaram ideias sobre os assuntos tratados no texto (interpretação e compreensão do texto), dando ênfase na preservação do nosso meio ambiente.
No segundo momento, será apresentado o link “Eco Jogos”:
1) Jogo da memória;
2) Jogo dos sete erros;
3) Labirinto.
9. Observações:
Atividade relacionadas com o Projeto do CAPEBII, sobre o Meio Ambiente.

sábado, 4 de junho de 2011

Meus Apontamentos - TA

Tecnologias Assistivas
Sem dúvida que a tecnologia está presente em nosso cotidiano com uma força fenomenal, mas realmente a TA é imprescindível para a inclusão. Os diferentes tipos de recursos existentes. Confesso que me surpreendeu. Esses conjuntos de recursos de TA que, contribuem para proporcionar às Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais (PNEEs) maior independência, qualidade de vida e inclusão na vida social, através dos suplementos tecnológicos que tem como objetivo : compensar incapacidades, valorizar o desenvolvimento e atuação das PNEEs.
Mas , para que se use toda a potencialidade desses programas é necessário que tenhamos professores capacitados, qualificados e acima de tudo com comprometimento com a Educação Inclusiva das pessoas com PNEEs.
Devemos como educadores, ter consciência de que essas ferramentas para muitos, com necessidades especiais, são verdadeiro remédio milagroso, muitas que nunca falaram poderão ter a chance de se expressar de maneira, digamos “mais normal”, através da escrita e não somente com a linguagem de sinais que fica restrita as pessoas que dominam essa linguagem não verbal. Assim como os que tenham baixa visão, poderão utilizar o computador através da lente de aumento, etc...
O progresso nessa área vem crescendo muito e o que mais me chamou atenção foi os inúmeros profissionais de diferente áreas que vem se empenhando no desenvolvimento desses programas, incorporando conhecimentos em busca de alternativas para superação de barreiras.
Para finalizar nossa reflexão, os recursos que as Tecnologias da Informação e Comunicação vem desenvolvendo para às Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais , mais restritamente as TA, tem colocado as em oportunidades de igualdade, qualidade de vida, lazer. Buscando um mundo melhor para todos.

Tecnologia Assistiva



Apontamentos sobre:
Políticas Educacionais e a Formação de Professores para a
Educação Inclusiva no Brasil


Como educadora e atualmente estudante de Direito, tive uma enorme vontade de pesquisar o que tínhamos de embasamento legal sobre a inclusão educacional. Coloquei nestes apontamentos o que achei a respeito.

A integração ou inclusão de alunos com necessidades especiais no sistema regular de ensino tem sido, sem dúvida, a questão referente à Educação Especial mais discutida no nosso país nas últimas décadas. Este tema, que por tanto tempo, salvo algumas experiências isoladas, ficou restrito ao debate em congressos e textos da literatura especializada, hoje torna se proposta de intervenção amparada e fomentada pela legislação em vigor, e determinante das políticas públicas educacionais tanto em nível federal, quanto estadual e municipal.

Assim, o inciso III do Art. 208 da Constituição Brasileira se refere ao atendimento educacional especializado aos portadores de deficiências, preferencialmente na rede regular de ensino". E na sua Política Nacional de Educação Especial (MEC/SEEP, 1994), o MEC estabelece como diretrizes da Educação Especial apoiar o sistema regular de ensino para a inserção dos portadores de deficiências, e dar prioridade quando do financiamento a projetos
institucionais que envolvam ações de integração. Esta mesma definição foi posteriormente reforçada. na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n°. 9.394/96), e recentemente nas Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica (CNE / CEB, 2001).

No entanto, não basta que uma proposta se torne lei para que a mesma seja imediatamente aplicada. Inúmeras são as barreiras que impedem que a política de inclusão se torne realidade na prática cotidiana de nossas escolas. Entre estas, a principal, sem dúvida, é o despreparo dos professores do ensino regular para receber em suas salas de aula, geralmente repletas de alunos com problemas de disciplina e aprendizagem, essa clientela.

A própria LDB reconhece a importância deste aspecto como pré-requisito para a inclusão ao estabelecer, em seu artigo 59:

[Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com necessidades especiais:
... - professores com especialização adequada em nível médio ou superior, para atendimento especializado, bem como professores do ensino regular capacitados para a integração desses educandos nas classes comuns;]

Este artigo deixa claro que um ensino de qualidade para crianças com necessidades especiais, na perspectiva de uma educação inclusiva, envolve pelo menos, dois tipos de formação profissional docente: professores “generalistas” do ensino regular, com um mínimo de conhecimento e prática sobre alunado diversificado; e professores “especialistas” nas diferentes "necessidades educativas especiais", quer seja para atendimento direto à essa população, quer seja para apoio ao trabalho realizado por professores de classes regulares que integrem esses alunos. Vale ressaltar que a noção de escola inclusiva, cunhada a partir da famosa Declaração de Salamanca2 (UNESCO, 1994), em nosso país toma uma dimensão que vai além da inserção dos portadores de deficiências, pois esses não são os únicos excluídos do processo educacional. É fato constatado que o nosso sistema regular de ensino, programado para atender àquele aluno “ideal”, com bom desenvolvimento psicolingüístico, motivado, sem problemas intrínsecos de aprendizagem, e oriundo de um ambiente sócio-familiar que lhe proporciona estimulação adequada, tem se mostrado incapaz de lidar com o número cada vez maior de alunos que, devido a problemas sociais, culturais, psicológicos e/ou de aprendizagem, fracassam na escola.

Esta concepção acabou por gerar dois tipos de processos de ensino aprendizagem: o “normal” e o “especial”. No primeiro caso, o professor estaria frente aos alunos considerados “normais”, que seguem o padrão de aprendizagem para o qual ele foi preparado durante sua formação; no segundo caso estariam os alunos que apresentam os denominados “distúrbios ou dificuldades de aprendizagem” e/ou aqueles que precisam de processos de ensino-aprendizagem diferenciados por apresentarem deficiências ou demais necessidades educacionais especiais.

Neste contexto, a prática pedagógica do professor, está impregnada pelo mito, pela concepção -- hoje considerada errônea, mas por muito tempo tomada como verdade científica -- de que existem duas categorias qualitativamente distintas de alunos: os “normais” que frequentam a escola regular e os “excepcionais”, que são clientela da Educação Especial. Em outras palavras, ou ele ensina o aluno em um processo de aprendizagem contínuo, e aí ele está lidando com o aluno “normal”; ou, então, se surgir algum problema de aprendizagem que perturbe este processo, ele se encontra frente a um sintoma de doença ou desequilíbrio, isto é, um distúrbio de aprendizagem, algum tipo de deficiência ou doença mental e, portanto, este aluno não pertence ao seu universo de ensino. Esta visão dicotômica das possibilidades de aprendizagem de diferentes alunos é a primeira dificuldade a ser enfrentada na efetivação da proposta da escola inclusiva.


Para que a efetivação da proposta da escola inclusiva seja eficiente é necessário que os educadores recebam suficiente instrumentalização que lhes possibilite estruturar a sua própria prática pedagógica para atender às distintas formas de aprendizagem de seu aluno. Conseqüentemente, não é de se espantar que ainda não tenha havido uma efetiva integração ou inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais no sistema regular de ensino. O professor, no contexto de uma educação inclusiva precisa, muito mais do que no passado, ser preparado para lidar com as diferenças, com a singularidade e a diversidade de todas as crianças e não com um modelo de pensamento comum a todas elas.

A aceitação generalizada da proposta de integração/inclusão, e a reconhecida necessidade de ampliação do acesso à Educação àqueles que, tradicionalmente, têm sido excluídos do sistema de ensino, refletem uma tendência atual em se acreditar no potencial dos alunos com necessidades especiais. Porém, não podemos perder de vista que, a segregação social e a marginalização dos indivíduos com supostas deficiências têm raízes históricas profundas, e a sua integração escolar não pode ser vista apenas como um problema de políticas públicas, pois envolve, sobretudo, o significado ou a representação que as pessoas (no caso, os professores) têm sobre o deficiente, e como esse significado determina o tipo de relação que se estabelece com ele.

A validade da educação inclusiva, no entanto, é indiscutível se levarmos em consideração que a criança interage com o meio, considerando-se sua maneira própria, diferente, de entrar em contato com o mundo, respeitando-se suas possibilidades e limites. Ao adotarmos a educação inclusiva estaremos desenvolvendo um trabalho preventivo e contribuindo em direção à meta, talvez utópica, da equiparação de oportunidades, o que significa preparar a sociedade para receber a pessoa portadora de necessidades especiais. Caso
contrário, este indivíduo tenderá a uma fragmentação ou desintegração de sua personalidade, ocasionando inevitáveis prejuízos pessoais e sociais.


Nossa Constituição Federal em seu Artigo 205, pretende garantir educação para todos, independentemente de suas especificidades. Para que isto se torne realidade, impõe-se:
a)esforço persistente de reorientação das propostas curriculares em seus projetos político pedagógicos;
(b) incremento gradativo, contínuo e consciente das condições de ensino;
(c) qualificação crescente do processo pedagógico com ações políticas de largo alcance, particularmente no tocante à qualificação de docentes.
(d) oferta de uma formação que possibilite aos professores analisar, acompanhar e contribuir para o aprimoramento dos processos regulares de escolarização, no sentido de que possam dar conta das mais diversas diferenças existentes entre seus alunos.

É sabido que não são poucos os educandos que têm suas necessidades educacionais interpretadas como “especiais” por parte de professores mal preparados ou mal apoiados pelo sistema de ensino. Acreditamos que é preciso preparar todos os professores, com urgência, para se obter sucesso na inclusão, através de um processo de inserção progressiva; assim eles poderão aceitar e relacionar-se com seus diferentes alunos e, consequentemente, com suas diferenças e necessidades individuais. Porém, os professores só poderão adotar este comportamento se forem convenientemente equipados com recursos pedagógicos, se a sua formação for melhorada, se lhes forem dados meios de avaliar seus alunos e elaborar objetivos específicos, se estiverem instrumentados para analisar a eficiência dos programas pedagógicos, preparados para a superação dos medos e superstições e contarem com uma orientação eficiente nesta mudança de postura para buscar novas aquisições e competências.

No entanto, vale sempre enfatizar que a inclusão de indivíduos portadores de necessidades educacionais especiais na rede regular de ensino implica numa reorganização do sistema educacional, o que acarreta na revisão de antigas concepções e paradigmas educacionais na busca de se possibilitar o desenvolvimento cognitivo, cultural e social desses alunos, respeitando suas diferenças e atendendo às suas necessidades.

Os direitos individuais e coletivos, garantidos pela Constituição Federal Brasileira, impõem às autoridades e à sociedade como um todo, a obrigatoriedade de atingir a efetividade desses; para tanto os recursos humanos e materiais devem ser canalizados, atingindo, necessariamente, toda a educação básica. Isto requer ações em todas as instâncias, particularmente as destinadas à capacitação de recursos humanos assegurando que os currículos dos cursos de formação e capacitação de professores estejam voltados para prepará-los a atender alunos com necessidades educacionais especiais nas escolas regulares.

Os professores que já estão exercendo o magistério devem ter os mesmos direitos assegurados, sendo-lhes oferecidas oportunidades para uma formação continuada, inclusive em nível de especialização, conforme prevê o Plano Nacional de Educação (Lei n°.10.172/01) que, dentre os vinte e sete objetivos e metas para a educação das pessoas com necessidades educacionais especiais, dispõe sobre o oferecimento de educação continuada aos professores que estão em exercício. Mais recentemente, o Conselho Federal de Educação, através de sua Câmara de Ensino Básico, veio reforçar a obrigatoriedade de formar e capacitar professores para a educação inclusiva ao apresentar um Projeto de Resolução, homologado em 15 de agosto próximo passado pelo Ministro da Educação, o qual institui as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica estabelecendo, entre outros aspectos, que:

[Art. 8º. As escolas da rede regular de ensino devem prever e prover na organização
de suas classes comuns:
I - professores das classes comuns e da Educação Especial capacitados e especializados, respectivamente, para o atendimento às necessidades educacionais dos alunos;
...

VI - condições para reflexão e elaboração teórica da educação inclusiva, com protagonismo dos professores, articulando experiência e conhecimento com as necessidades/possibilidades surgidas na relação pedagógica, inclusive por meio de colaboração com instituições de ensino superior e de pesquisa;]
...

Adiante, o mesmo documento reafirma o disposto no Plano Nacional de Educação ao estabelecer que,

[Art. 17. ........

§ 4º. Aos professores que já estão exercendo o magistério devem ser oferecidas oportunidades de formação continuada, inclusive em nível de especialização, pelas instâncias educacionais da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.]

Para que a inclusão de alunos com necessidades especiais no sistema regular de ensino se efetive, possibilitando o resgate de sua cidadania e ampliando suas perspectivas existenciais, não basta a promulgação de leis que determinem a criação de cursos de capacitação básica de professores, nem a obrigatoriedade de matrícula nas escolas da rede pública. Estas são, sem dúvida, medidas essenciais, porém não suficientes. As políticas públicas para a inclusão devem ser concretizadas na forma de programas de capacitação e acompanhamento contínuo, que orientem o trabalho docente na perspectiva da diminuição gradativa da exclusão escolar, o que virá a beneficiar, não apenas os alunos com necessidades especiais, mas, de uma forma geral, a educação escolar como um todo.

Sugestões de sites

Sugiro que visitem o LinK CEDIPOD - CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO E INFORMAÇÃO DO PORTADOR DE DEFICIÊNCIA - NO SITE http://www.niee.ufrgs.br/links.php, que achei muito importantes, ali você encontrará várias leis relacionadas aos PORTADORES DE DEFICIÊNCIA.